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| Manji, o samurai imortal de Blade: A Lâmina do Imortal. |
Os mangás da demografia seinen são obras voltadas para o público jovem adulto e têm como principal característica trabalhar temas mais complexos e desafiadores.
Nos anos 90, surgiram muitos dos títulos que definiram a demografia e hoje são reverenciados como clássicos absolutos, indo do suspense psicológico até as obras de ação extremamente violentas.
Confira nesta postagem uma lista com os 10 melhores mangás seinen dos anos 90. Para elaborar este ranking da forma mais criteriosa possível, utilizei como principal referência as avaliações do MyAnimeList, o maior banco de dados de animes e mangás da internet, que reúne milhões de avaliações de leitores do mundo todo.
10. Trigun Maximum (1997 - 2007) - Nota: 8.33
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| Vash the Stampede e o padre Nicholas D. Wolfwood. |
Trigun é uma obra de ação, comédia e sci-fi que começou originalmente como um mangá shonen. Sua publicação teve início em 1995 na revista Shonen Captain, mas, em 1997, essa revista foi cancelada. No mesmo ano, o autor Yasuhiro Nightow (mesmo autor de Blood Blockade Battlefront) continuou a obra em outra editora; com o nome de Trigun Maximum, a obra passou a ser publicada na revista seinen Young King OURs (a mesma de Hellsing). Essa mudança de casa deu muito mais liberdade ao autor, o que deixou a obra mais madura e violenta nessa parte.
Enquanto a fase inicial de Trigun que serve como uma introdução aos personagens e ao universo da obra possui 3 volumes, a continuação Trigun Maximum conta com 14 volumes. As duas partes já foram publicadas no Brasil pela Editora Panini entre 2006 e 2010.
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| O traço marcante e cheio de estilo de Yasuhiro Nightow |
A história se passa em um planeta árido e inóspito chamado No Man's Land, onde os humanos tentam sobreviver em cidades desertas, quase como no Velho Oeste. Nosso protagonista é Vash the Stampede, um atirador lendário, acusado de destruir cidades inteiras e com uma recompensa gigantesca por sua cabeça. Só que, ao contrário do que dizem as lendas, Vash é, na verdade, um pacifista desastrado, que evita ao máximo matar qualquer pessoa.
Em sua jornada, nosso protagonista cruza o caminho de Nicholas D. Wolfwood, um padre descolado e itinerante que carrega uma gigantesca cruz que, na verdade, é um arsenal de armas destruidor. Agora, eles viajam juntos, se metendo em todo tipo de conflito.
9. Blade: A Lâmina do Imortal (1993 – 2012) – Nota: 8.43
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| Manji, o samurai imortal de Blade: A Lâmina do Imortal. |
Blade - A Lâmina do Imortal (Mugen no Juunin no original) é um mangá de ação de samurai escrito e desenhado por Hiroaki Samura e foi publicado de 1993 até 2012 na revista Morning (a mesma de Vinland Saga e Parasyte) e é completo em 30 volumes encadernados. O mangá foi publicado no Brasil pela Editora JBC em edições 2 em 1, coleção completa em 15 volumes.
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| A capa do primeiro volume do mangá original japonês lançado na década de 1990. |
Obs: O símbolo vermelho na imagem acima não é o que parece, o “Manji” (卍) é a suástica japonesa budista e é um símbolo de sorte e paz. Manji é o nome do protagonista desse mangá e ele carrega esse símbolo nas costas de seu quimono.
Ambientada no Japão feudal, acompanhamos Manji, um ronin que matou muitos homens inocentes no passado e acabou amaldiçoado com a imortalidade. Basicamente, ele possui um "fator de cura" capaz de curar qualquer ferimento igual ao Wolverine. Para se livrar dessa maldição e poder morrer em paz, ele precisa matar 1.000 homens realmente malignos para se redimir dos pecados de seu passado.
Ao longo de sua jornada como um justiceiro, nosso protagonista conhece Rin Asano, uma garota de 16 anos que, após o brutal massacre de sua família nas mãos de um poderoso bando de criminosos, nutre um insaciável desejo de vingança. Juntos, eles seguirão uma jornada de derramamento de sangue, vingança e redenção.
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| O imenso e peculiar arsenal de lâminas ocultas que Manji carrega sob suas vestes. |
Veja Também: Os 7 personagens samurais dos animes que lutam com o maior numero de espadas ao mesmo tempo
One Outs é um mangá seinen de beisebol e suspense psicológico escrito e desenhado por Shinobu Kaitani (Liar Game). A obra foi publicada originalmente no Japão entre 1998 e 2006 na revista Business Jump, sendo concluída em 20 volumes encadernados. Nessa obra foco não são os treinamentos nem a superação física e sim os duelos mentais, estratégias sujas e apostas de alto risco no submundo.
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| Mangá de beisebol |
Toua Tokuchi é um misterioso arremessador que ganha dinheiro em partidas clandestinas chamadas “One Outs”, um duelo individual entre arremessador e rebatedor baseado em apostas milionárias. Frio, calculista e extremamente manipulador, nosso protagonista não vence usando força física ou jogadas espalhafatosas, mas sim destruindo mentalmente seus adversários através de blefes, armadilhas psicológicas e estratégias absurdamente inteligentes.
Após um confronto com Hiromichi Kojima, um dos maiores rebatedores do beisebol profissional japonês, Tokuchi acaba sendo recrutado para jogar no Lycaons, um dos piores times da liga. Porém, antes mesmo de estrear oficialmente, ele aceita um contrato completamente insano: a cada eliminação conseguida, ganhará milhões de ienes... mas, para cada ponto sofrido, perderá uma quantia ainda maior.
7. Ping Pong (1996 – 1997) – Nota: 8.55
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| Ping Pong de Taiyo Matsumoto |
Ping Pong é um mangá seinen de tênis de mesa escrito e ilustrado por Taiyo Matsumoto, mangaká cult conhecido pelo seu estilo artístico diferentão e sua narrativa fora dos padrões convencionais dos mangás. Publicado originalmente no Japão entre 1996 e 1997 na revista Big Comic Spirits, a obra foi concluída em apenas 5 volumes encadernados. No Brasil, o mangá foi lançado pela Editora JBC em uma edição especial de 2 volumes, reunindo toda a história.
Nossos protagonistas são dois amigos de infância que frequentam a mesma escola e fazem parte do clube de tênis de mesa. Apesar de compartilharem a paixão pelo esporte, os dois tem personalidades muito diferentes. Enquanto o extrovertido Peko é dono de um talento absurdo mas não está nem aí pra nada, Smile é quieto, muito esforçado e está determinado a vencer Peco.
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| Mangá de tênis de mesa |
O mangá teve uma adaptação em anime em 2014 que emula o traço do mangaká, dirigida por Masaaki Yuasa e produzida pelo estúdio Tatsunoko Production. Possui apenas 11 episódios, a série adapta a história completa do mangá.
6. Neon Genesis Evangelion (1994 – 2013) – Nota: 8.59
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| Shinji Ikari nos controles do Eva-01 na arte espetacular de Yoshiyuki Sadamoto. |
Neon Genesis Evangelion é um mangá de ficção científica e drama psicológico. Apesar de a mídia principal ser o anime criado por Hideaki Anno, o mangá não é uma simples adaptação. Na verdade, ele começou a ser publicado alguns meses antes da estreia da animação na TV japonesa, servindo para promover o projeto. Ilustrado por Yoshiyuki Sadamoto, o designer de personagens original da série, o mangá reconta a história clássica com um ritmo próprio e expandindo o enredo original, o que torna as duas versões complementares.
A história se passa em um mundo pós-apocaliptico e acompanha Shinji Ikari, um adolescente recrutado por uma organização militar para pilotar um robô gigante e enfrentar criaturas misteriosas conhecidas como Anjos. Enquanto combate essas ameaças, Shinji e outros pilotos adolescentes lidam com traumas, solidão e conflitos psicológicos.
Veja Também: Os animes mais amados dos anos 90
5. Mushishi (1999 – 2008) - Nota: 8,71
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| Mushishi de Yuki Urushibara |
Mushishi é um mangá folclórico de fantasia sobrenatural que mistura mistério, contemplação e filosofia através de histórias episódicas e introspectivas. Escrito e desenhado por Yuki Urushibara, o título foi publicado originalmente no Japão entre 1999 e 2008 na revista Afternoon, sendo concluído em 10 volumes encadernados. No Brasil, o mangá foi publicado pela Editora NewPOP em uma edição 2 em 1, completa em 5 volumes.
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| Arte de Mushishi por Yuki Urushibara |
Os Mushi são descritos como as formas mais primitivas e puras de vida, existindo em um nível além da compreensão humana. Eles não são exatamente espíritos, animais ou monstros, e a maioria das pessoas sequer consegue enxergá-los. Porém, quando humanos e Mushi se cruzam, fenômenos sobrenaturais imprevisíveis e inexplicáveis começam a acontecer.
Para lidar com esses casos existem os Mushishi, especialistas que estudam essas criaturas e tentam entender como elas funcionam. O protagonista, Ginko, é um desses raros viajantes. Carregando um passado misterioso e o estranho dom de atrair Mushi, ele percorre vilarejos ajudando pessoas afetadas por esses seres sobrenaturais. Funcionando quase como um curandeiro e investigador paranormal.
Se você curtiu essas indicações e quer descobrir histórias ainda mais rápidas, perfeitas para devorar em um único fim de semana, você pode conferir o nosso post: 7 mangás seinen de poucos volumes para ler de uma vez só. Vale muito a pena dar uma olhada!
4. 20th Century Boys (1999 - 2006) - Nota: 8,93
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| 20th Century Boys de Naoki Urasawa |
Em 1997, Kenji Endo é um homem comum que leva uma vida simples, administrando a pequena loja de conveniência da família enquanto ajuda a cuidar de sua sobrinha. Sua rotina tranquila começa a desmoronar quando eventos estranhos passam a acontecer ao seu redor: mortes suspeitas, desaparecimentos e o surgimento de uma seita misteriosa.
Em 1969, ainda criança, Kenji e seu grupo de amigos passavam os dias em um esconderijo secreto, onde criavam histórias e imaginavam um futuro em que vilões tentariam dominar o mundo e eles seriam os heróis destinados a impedir isso. Entre brincadeiras e fantasias, eles criaram um símbolo próprio e registraram tudo em um caderno das Profecias, onde descreviam, com detalhes, como a humanidade chegaria ao fim… e como eles a salvariam.
Em 1997, nosso protagonista perceber que todos os acontecimentos recentes parecem seguir exatamente o que foi escrito naquele caderno anos atrás. O símbolo da seita, os planos de destruição e até a figura por trás de tudo, uma figura enigmática conhecida apenas como “Amigo”, um líder carismático que manipula multidões e parece ter acesso direto às memórias daquele grupo de crianças.
Em 1969, aquelas ideias não passavam de uma brincadeira inocente. Mas em 1997, alguém está transformando essa brincadeira em realidade. Para impedir que o pior aconteça, Kenji precisa revisitar o passado, reunir seus antigos amigos e descobrir quem está por trás dessa conspiração.
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| 20th Century Boys de Naoki Urasawa |
20th Century Boys, é um mangá de suspense psicológico de Naoki Urasawa, foi publicado entre 1999 e 2006 na revista Big Comic Spirits, sendo compilado em 22 volumes. A obra ainda conta com uma continuação direta, 21st Century Boys, que finaliza a história em 2 volumes. É publicada no Brasil pela Editora Panini (em volumes 2 em 1).
3. Real (1999 – Em Publicação) - Nota: 8,98
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| Real de Takehiko Inoue |
Real é um mangá seinen de basquete em cadeira de rodas e drama psicológico escrito e ilustrado por Takehiko Inoue (mesmo autor de Slam Dunk e Vagabond). A obra começou a ser publicada no Japão em 1999, na revista Young Jump, e conta atualmente com 16 volumes encadernados devido à periodicidade irregular causada pelos hiatos do autor. No Brasil, o título é publicado oficialmente pela Editora Panini.
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| Mangá de basquete em cadeira de rodas |
No mangá temos a história de 3 jovens que tiveram as vidas transformadas: Tomomi Nomiya, um delinquente atormentado pela culpa após deixar uma garota paralítica em um acidente de moto; Kiyoharu Togawa, um velocista brilhante que teve seus sonhos interrompidos pela perda de uma perna devido a uma doença; e Hisanobu Takahashi, o arrogante ex-capitão de um time de basquete que fica paraplégico após ser atropelado.
Unidos pela dor, pela exclusão social e pela busca por redenção, esses três personagens encontram no basquete em cadeira de rodas uma oportunidade de resgatar a própria dignidade.
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2. Monster (1994 – 2001) - Nota: 9,16
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| Monster de Naoki Urasawa |
Após salvar o político, Tenma é confrontado pela família do trabalhador que havia acabado de morrer. Inconformados, eles não conseguem aceitar que a vida de seu familiar tenha sido deixada de lado, como se valesse menos. Esse momento quebra o mundo perfeito do nosso protagonista. Pela primeira vez ele é forçado a encarar as consequências de suas escolhas e a dura realidade de um sistema onde nem todas as vidas são tratadas da mesma forma. O que antes parecia apenas parte do trabalho começa a se transformar em um conflito moral cada vez mais profundo, impossível de ignorar.
Até a noite em que duas crianças, Anna e Johan Liebert, chegam ao hospital após terem encontrado seus pais brutalmente assassinados. O menino está gravemente ferido na cabeça, e Tenma se prepara para operá-lo... Um paciente importante chega ao hospital, e nosso protagonista recebe a ordem de abandonar a cirurgia do menino para priorizar alguém de maior “valor”. Mas palavras da família do trabalhador ainda ecoam em sua mente e Ignorando as ordens da direção, Tenma escolhe salvar o garoto enquanto o outro paciente acaba morrendo.
A partir desse momento, a carreira de Tenma entra em declínio. Boicotado pela direção do hospital, ele começa a perder tudo o que havia conquistado ao longo dos anos. Seu futuro promissor está acabado.
Anos depois, uma série de assassinatos brutais começa a acontecer, todos ligados de alguma forma àquele paciente que Tenma decidiu salvar. Aos poucos, o médico percebe que ao escolher salvar uma vida, ele pode ter libertado algo muito mais perigoso. Consumido pela culpa, Tenma abandona tudo e parte em uma jornada de desgraças para encontrar Johan e corrigir o erro que acredita ter cometido.
Monster é um mangá de suspense psicológico escrito e desenhado por Naoki Urasawa, foi originalmente publicado no Japão de 1994 até 2001 na revista Big Comic Original e completo em 18 volumes encadernados, no Brasil foi publicado pela editora Panini (Completo em 9 volumes). Tem uma adptação em anime de 2004 que adapta fielmente a história em 74 episódios.
Uma curiosidade impressionante sobre Naoki Urasawa é que ele conseguiu algo que até hoje parece irreal: trabalhar simultaneamente em duas de suas maiores obras, Monster e 20th Century Boys. Enquanto Monster foi publicado entre 1994 e 2001, 20th Century Boys começou em 1999, o que significa que, por um bom tempo, Urasawa esteve escrevendo duas histórias gigantescas de suspense psicológico ao mesmo tempo.
1. Vagabond (1998 – Em Publicação) - Nota: 9,27
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| Vagabond de Takehiko Inoue |
Vagabond é um mangá escrito e desenhado por Takehiko Inoue (mesmo autor de Slam Dunk) e é uma adaptação de um dos clássicos da literatura japonesa, o romance biográfico “Musashi”. de Eiji Yoshikawa que conta a história do lendário espadachim Miyamoto Musashi, a figura histórica real mais importante do Japão no desenvolvimento de técnicas de luta com espadas. O mangá começou a ser publicado na revista Morning da Kodansha em 1998 e desde 2015 está hiato com 37 volumes, publicado no Brasil pela editora Panini.
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| Vagabond de Takehiko Inoue |
No início da história vemos o protagonista como um jovem violento e furioso chamado Takezo, que sobrevive a batalha de Sekigahara, uma das mais sangrentas batalhas da história do Japão. Porém, sua vida mudará completamente quando ele conhece o monge Takuan. Só então o jovem Takezo se transformará em Musashi e embarcará em uma busca de auto aperfeiçoamento pessoal que o levará a enfrentar os maiores especialistas em artes marciais do país.
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