9 de setembro de 2026

Os 10 Melhores Mangás Seinen dos Anos 90 Que Todo Mundo Deveria Ler

Ilustração colorida em estilo aquarela do mangá Blade: A Lâmina do Imortal, mostrando o protagonista Manji em trajes de samurai com o peito semiaberto, segurando dados na mão esquerda e cercado por garças brancas e galhos secos.
Manji, o samurai imortal de Blade: A Lâmina do Imortal.


  Os mangás da demografia seinen são obras voltadas para o público jovem adulto e têm como principal característica trabalhar temas mais complexos e desafiadores.

  Nos anos 90, surgiram muitos dos títulos que definiram a demografia e hoje são reverenciados como clássicos absolutos, indo do suspense psicológico até as obras de ação extremamente violentas.

  Confira nesta postagem uma lista com os 10 melhores mangás seinen dos anos 90. Para elaborar este ranking da forma mais criteriosa possível, utilizei como principal referência as avaliações do MyAnimeList, o maior banco de dados de animes e mangás da internet, que reúne milhões de avaliações de leitores do mundo todo.

10. Trigun Maximum (1997 - 2007) - Nota: 8.33

Ilustração colorida oficial do mangá Trigun Maximum mostrando Vash the Stampede em primeiro plano com seu casaco vermelho e óculos escuros, apontando uma pistola, enquanto Nicholas D. Wolfwood aparece logo atrás de terno preto carregando sua enorme cruz de armas, a Punisher, contra um fundo amarelo vibrante.
Vash the Stampede e o padre Nicholas D. Wolfwood.
 Trigun é uma obra de ação, comédia e sci-fi que começou originalmente como um mangá shonen. Sua publicação teve início em 1995 na revista Shonen Captain, mas, em 1997, essa revista foi cancelada. No mesmo ano, o autor Yasuhiro Nightow (mesmo autor de Blood Blockade Battlefront) continuou a obra em outra editora; com o nome de Trigun Maximum, a obra passou a ser publicada na revista seinen Young King OURs (a mesma de Hellsing). Essa mudança de casa deu muito mais liberdade ao autor, o que deixou a obra mais madura e violenta nessa parte.

  Enquanto a fase inicial de Trigun que serve como uma introdução aos personagens e ao universo da obra possui 3 volumes, a continuação Trigun Maximum conta com 14 volumes.  As duas partes já foram publicadas no Brasil pela Editora Panini entre 2006 e 2010.

Painel em preto e branco do mangá Trigun mostrando em destaque o protagonista Vash the Stampede sorrindo de óculos redondos e jaqueta clara com detalhes escuros, enquanto Nicholas D. Wolfwood aparece ao fundo de óculos escuros, fumando um cigarro e carregando sua grande cruz embrulhada em faixas.
O traço marcante e cheio de estilo de Yasuhiro Nightow
  A história se passa em um planeta árido e inóspito chamado No Man's Land, onde os humanos tentam sobreviver em cidades desertas, quase como no Velho Oeste.  Nosso protagonista é Vash the Stampede, um atirador lendário, acusado de destruir cidades inteiras e com uma recompensa gigantesca por sua cabeça. Só que, ao contrário do que dizem as lendas, Vash é, na verdade, um pacifista desastrado, que evita ao máximo matar qualquer pessoa.

  Em sua jornada, nosso protagonista cruza o caminho de Nicholas D. Wolfwood, um padre descolado e itinerante que carrega uma gigantesca cruz que, na verdade, é um arsenal de armas destruidor. Agora, eles viajam juntos, se metendo em todo tipo de conflito.

9. Blade: A Lâmina do Imortal (1993 – 2012) – Nota: 8.43

Ilustração em estilo pintura do mangá Blade: A Lâmina do Imortal, mostrando o protagonista Manji gritando em fúria sob a luz de uma grande lua cheia, empunhando uma katana coberta de sangue contra um fundo azul vibrante.
Manji, o samurai imortal de Blade: A Lâmina do Imortal.
    Blade - A Lâmina do Imortal (Mugen no Juunin no original) é um mangá de ação de samurai escrito e desenhado por Hiroaki Samura e foi publicado de 1993 até 2012 na revista Morning (a mesma de Vinland Saga e Parasyte) e é completo em 30 volumes encadernados.  O mangá foi publicado no Brasil pela Editora JBC em edições 2 em 1, coleção completa em 15 volumes.

Capa em preto e branco do volume 1 do mangá japonês Blade: A Lâmina do Imortal (Mugen no Juunin), mostrando o protagonista Manji em primeiro plano com uma cicatriz no rosto segurando suas armas, com Rin Asano logo atrás empunhando uma espada, destacando um grande símbolo manji vermelho à esquerda.
A capa do primeiro volume do mangá original japonês lançado na década de 1990.
  Obs: O símbolo vermelho na imagem acima não é o que parece, o “Manji” (卍) é a suástica japonesa budista e é um símbolo de sorte e paz.  Manji é o nome do protagonista desse mangá e ele carrega esse símbolo nas costas de seu quimono.

  Ambientada no Japão feudal, acompanhamos Manji, um ronin que matou muitos homens inocentes no passado e acabou amaldiçoado com a imortalidade. Basicamente, ele possui um "fator de cura" capaz de curar qualquer ferimento igual ao Wolverine. Para se livrar dessa maldição e poder morrer em paz, ele precisa matar 1.000 homens realmente malignos para se redimir dos pecados de seu passado.

  Ao longo de sua jornada como um justiceiro, nosso protagonista conhece Rin Asano, uma garota de 16 anos que, após o brutal massacre de sua família nas mãos de um poderoso bando de criminosos, nutre um insaciável desejo de vingança. Juntos, eles seguirão uma jornada de derramamento de sangue, vingança e redenção.

Ilustração em preto e branco do mangá Blade: A Lâmina do Imortal, mostrando o protagonista Manji sentado de pernas cruzadas no chão com uma expressão séria, cercado à sua frente por seu bizarro e vasto arsenal de espadas e armas exóticas.
O imenso e peculiar arsenal de lâminas ocultas que Manji carrega sob suas vestes.


8. One Outs (1998 – 2006) – Nota: 8.54

Capa colorida do volume 13 do mangá "One Outs", intitulado "Purple Haze". A ilustração destaca o protagonista Toua Tokuchi da cintura para cima, posicionado centralizado contra um fundo azul-claro com textura que lembra aquarela. Ele possui cabelos espetados em tons de loiro e ruivo, pele clara com traços finos e um olhar frio e focado direcionado para baixo. O personagem veste a camisa listrada do time Lycaons sob uma jaqueta preta aberta nos ombros. Sua mão esquerda está encaixada em uma luva de beisebol de couro marrom claro, posicionada perto do queixo. Com a mão direita, ele empunha uma pistola preta e ostenta anéis prateados nos dedos. Na parte inferior, o logotipo "ONE OUTS" aparece em destaque com letras vermelhas tridimensionais, acompanhado pelo subtítulo em inglês "Nobody wins, but I!" e a indicação do volume 13 dentro de um círculo preto e vermelho. No canto superior esquerdo, o nome do autor Shinobu Kaitani está escrito em caracteres japoneses vermelhos e em alfabeto romano vertical.
One Outs de Shinobu Kaitani
  One Outs é um mangá seinen de beisebol e suspense psicológico escrito e desenhado por Shinobu Kaitani (Liar Game).  A obra foi publicada originalmente no Japão entre 1998 e 2006 na revista Business Jump, sendo concluída em 20 volumes encadernados. Nessa obra foco não são os treinamentos nem a superação física e sim os duelos mentais, estratégias sujas e apostas de alto risco no submundo.

Painel de mangá em preto e branco que mostra uma fotografia ou cena em grupo de toda a equipe de beisebol do time Lycaons, da obra "One Outs". Todos os atletas aparecem reunidos lado a lado e enfileirados, vestindo o uniforme oficial do time composto por uma camisa de mangas escuras com a palavra "Lycaons" escrita em fonte cursiva estilizada no peito. No centro e ligeiramente à frente, destaca-se o protagonista Toua Tokuchi com seus cabelos loiros bem espetados, braços cruzados e um olhar astuto. Ao lado direito dele, em primeiro plano, está o jogador número 9, com cabelos curtos e uma expressão séria. O restante do elenco preenche todo o plano de fundo com rostos e expressões variadas, e no canto superior esquerdo aparece um pequeno quadro com o rosto caricato do técnico do time.
Mangá de beisebol
  Toua Tokuchi é um misterioso arremessador que ganha dinheiro em partidas clandestinas chamadas “One Outs”, um duelo individual entre arremessador e rebatedor baseado em apostas milionárias. Frio, calculista e extremamente manipulador, nosso protagonista não vence usando força física ou jogadas espalhafatosas, mas sim destruindo mentalmente seus adversários através de blefes, armadilhas psicológicas e estratégias absurdamente inteligentes.

  Após um confronto com Hiromichi Kojima, um dos maiores rebatedores do beisebol profissional japonês, Tokuchi acaba sendo recrutado para jogar no Lycaons, um dos piores times da liga. Porém, antes mesmo de estrear oficialmente, ele aceita um contrato completamente insano: a cada eliminação conseguida, ganhará milhões de ienes... mas, para cada ponto sofrido, perderá uma quantia ainda maior.

7. Ping Pong (1996 – 1997) – Nota: 8.55

Dois painéis em preto e branco do mangá seinen Ping Pong, de Taiyo Matsumoto. No painel superior, o protagonista Tsukimoto (Smile) de óculos rebate uma bola de tênis de mesa com impacto e efeito dinâmico; no painel inferior, o oponente o observa perplexo com uma expressão de surpresa no interior do ginásio escolar.
Ping Pong de Taiyo Matsumoto
  Ping Pong é um mangá seinen de tênis de mesa escrito e ilustrado por Taiyo Matsumoto, mangaká cult conhecido pelo seu estilo artístico diferentão e sua narrativa fora dos padrões convencionais dos mangás. Publicado originalmente no Japão entre 1996 e 1997 na revista Big Comic Spirits, a obra foi concluída em apenas 5 volumes encadernados. No Brasil, o mangá foi lançado pela Editora JBC em uma edição especial de 2 volumes, reunindo toda a história.

  Nossos protagonistas são dois amigos de infância que frequentam a mesma escola e fazem parte do clube de tênis de mesa. Apesar de compartilharem a paixão pelo esporte, os dois tem personalidades muito diferentes.  Enquanto o extrovertido Peko é dono de um talento absurdo mas não está nem aí pra nada, Smile é quieto, muito esforçado e está determinado a vencer Peco.

Painel em preto e branco do mangá seinen Ping Pong, de Taiyo Matsumoto, mostrando o personagem Tsukimoto (Smile) de óculos executando um golpe de backhand com sua raquete de tênis de mesa, com uma expressão concentrada e dentes cerrados no meio de um ginásio.
Mangá de tênis de mesa

  O mangá teve uma adaptação em anime em 2014 que emula o traço do mangaká, dirigida por Masaaki Yuasa e produzida pelo estúdio Tatsunoko Production.  Possui apenas 11 episódios, a série adapta a história completa do mangá.


6. Neon Genesis Evangelion (1994 – 2013) – Nota: 8.59

Ilustração colorida oficial do mangá Neon Genesis Evangelion por Yoshiyuki Sadamoto, mostrando Shinji Ikari em primeiro plano gritando dentro do Entry Plug enquanto segura os controles de pilotagem, com o robô gigante Eva-01 posicionado logo atrás sob um céu roxo com raios.
Shinji Ikari nos controles do Eva-01 na arte espetacular de Yoshiyuki Sadamoto.
  Neon Genesis Evangelion é um mangá de ficção científica e drama psicológico. Apesar de a mídia principal ser o anime criado por Hideaki Anno, o mangá não é uma simples adaptação. Na verdade, ele começou a ser publicado alguns meses antes da estreia da animação na TV japonesa, servindo para promover o projeto. Ilustrado por Yoshiyuki Sadamoto, o designer de personagens original da série, o mangá reconta a história clássica com um ritmo próprio e expandindo o enredo original, o que torna as duas versões complementares.

 A história se passa em um mundo pós-apocaliptico e acompanha Shinji Ikari, um adolescente recrutado por uma organização militar para pilotar um robô gigante e enfrentar criaturas misteriosas conhecidas como Anjos. Enquanto combate essas ameaças, Shinji e outros pilotos adolescentes lidam com traumas, solidão e conflitos psicológicos.

5. Mushishi (1999 – 2008) - Nota: 8,71

Capa oficial do volume 1 do mangá seinen Mushishi, de Yuki Urushibara, publicado pela Editora NewPOP. A ilustração em estilo pintura aquarela mostra o protagonista Ginko de perfil, com cabelos brancos cobrindo um dos olhos e fumando um cigarro, vestindo um sobretudo escuro em meio a uma vegetação verde e azulada.
Mushishi de Yuki Urushibara
  Mushishi é um mangá folclórico de fantasia sobrenatural que mistura mistério, contemplação e filosofia através de histórias episódicas e introspectivas. Escrito e desenhado por Yuki Urushibara, o título foi publicado originalmente no Japão entre 1999 e 2008 na revista Afternoon, sendo concluído em 10 volumes encadernados. No Brasil, o mangá foi publicado pela Editora NewPOP em uma edição 2 em 1, completa em 5 volumes.

Página em preto e branco do mangá seinen Mushishi, de Yuki Urushibara, dividida em vários painéis. A cena mostra o protagonista Ginko com sua mochila de caixeiro-viajante caminhando por uma estrada de terra cercada por árvores e florestas da natureza do Japão feudal, com um plano detalhado de seu rosto fumando um cigarro no quadrinho da direita.
Arte de Mushishi por Yuki Urushibara

  Os Mushi são descritos como as formas mais primitivas e puras de vida, existindo em um nível além da compreensão humana. Eles não são exatamente espíritos, animais ou monstros, e a maioria das pessoas sequer consegue enxergá-los. Porém, quando humanos e Mushi se cruzam, fenômenos sobrenaturais imprevisíveis e inexplicáveis começam a acontecer.

  Para lidar com esses casos existem os Mushishi, especialistas que estudam essas criaturas e tentam entender como elas funcionam. O protagonista, Ginko, é um desses raros viajantes. Carregando um passado misterioso e o estranho dom de atrair Mushi, ele percorre vilarejos ajudando pessoas afetadas por esses seres sobrenaturais. Funcionando quase como um curandeiro e investigador paranormal.

  Se você curtiu essas indicações e quer descobrir histórias ainda mais rápidas, perfeitas para devorar em um único fim de semana, você pode conferir o nosso post: 7 mangás seinen de poucos volumes para ler de uma vez só. Vale muito a pena dar uma olhada!

4. 20th Century Boys (1999 - 2006) - Nota: 8,93

Ilustração colorida e gráfica em estilo mangá que serve como pôster promocional da obra, dividida em três seções verticais com forte apelo visual. No topo, contra um fundo branco absoluto, destaca-se a silhueta preta de um grupo de crianças reunidas no topo de uma colina de terra escura ao lado de suas bicicletas estacionadas, observando o horizonte. Ao centro, o nome do autor aparece escrito em letras pretas finas e maiúsculas: "NAOKI URASAWA'S", logo acima do logotipo oficial do título, composto pelas palavras "20th CENTURY BOYS" em grandes letras vermelhas estilizadas e geométricas de bloco, onde o espaço interno da letra "O" abriga a silhueta preta de três crianças brincando com gravetos. Na metade inferior, o antagonista conhecido como Amigo ("Friend") é retratado do busto para cima contra um fundo espacial preto, posicionado bem à frente de um grande planeta Terra azul e com nuvens esbranquiçadas. Ele veste um terno social cinza-claro bem alinhado com camisa branca e gravata vermelha reta; sua cabeça está completamente envolvida por faixas e bandagens brancas, exibindo no centro do rosto o seu icônico símbolo desenhado em linhas pretas: um grande olho aberto com uma mão estilizada no centro apontando o dedo indicador para cima. O Amigo traz as duas mãos abertas para as laterais em um gesto místico, fazendo flutuar uma miniatura realista e brilhante do planeta Terra entre as suas palmas.
20th Century Boys de Naoki Urasawa
  Em 1997, Kenji Endo é um homem comum que leva uma vida simples, administrando a pequena loja de conveniência da família enquanto ajuda a cuidar de sua sobrinha. Sua rotina tranquila começa a desmoronar quando eventos estranhos passam a acontecer ao seu redor: mortes suspeitas, desaparecimentos e o surgimento de uma seita misteriosa.

  Em 1969, ainda criança, Kenji e seu grupo de amigos passavam os dias em um esconderijo secreto, onde criavam histórias e imaginavam um futuro em que vilões tentariam dominar o mundo e eles seriam os heróis destinados a impedir isso. Entre brincadeiras e fantasias, eles criaram um símbolo próprio e registraram tudo em um caderno das Profecias, onde descreviam, com detalhes, como a humanidade chegaria ao fim… e como eles a salvariam.

  Em 1997, nosso protagonista perceber que todos os acontecimentos recentes parecem seguir exatamente o que foi escrito naquele caderno anos atrás. O símbolo da seita, os planos de destruição e até a figura por trás de tudo, uma figura enigmática conhecida apenas como “Amigo”, um líder carismático que manipula multidões e parece ter acesso direto às memórias daquele grupo de crianças.

  Em 1969, aquelas ideias não passavam de uma brincadeira inocente. Mas em 1997, alguém está transformando essa brincadeira em realidade.  Para impedir que o pior aconteça, Kenji precisa revisitar o passado, reunir seus antigos amigos e descobrir quem está por trás dessa conspiração.

Ilustração colorida em estilo mangá com traços suaves e sombreados em aquarela, reunindo um grupo de nove personagens principais da obra contra um fundo totalmente branco. A composição é organizada em camadas, com as figuras olhando coletivamente em direção ao canto inferior direito com expressões de surpresa, seriedade e alerta. No canto inferior direito, em primeiro plano, destaca-se o protagonista Kenji Endo visto de perfil parcial e olhando por cima do ombro; ele possui cabelos escuros espetados e veste uma jaqueta azul texturizada. Logo atrás e ligeiramente à esquerda dele, a jovem Kanna Endo aparece com uma expressão assustada e boca aberta, exibindo cabelos castanhos curtos com franja reta. Subindo pela diagonal esquerda, destaca-se a personagem Yukiji Setoguchi de perfil, com longos cabelos pretos lisos e vestindo uma jaqueta esportiva laranja e branca de gola alta. No extremo esquerdo, um homem de longos cabelos loiros e lisos (Otcho) observa seriamente. No fundo central e superior, o restante do grupo se distribui com feições variadas, incluindo um homem de óculos e gravata listrada (Yoshitsune), um homem forte e calvo de terno (Maruo) e outras figuras secundárias do elenco clássico.
20th Century Boys de Naoki Urasawa
  20th Century Boys, é um mangá de suspense psicológico de Naoki Urasawa, foi publicado entre 1999 e 2006 na revista Big Comic Spirits, sendo compilado em 22 volumes. A obra ainda conta com uma continuação direta, 21st Century Boys, que finaliza a história em 2 volumes.  É publicada no Brasil pela Editora Panini (em volumes 2 em 1).

3. Real (1999 – Em Publicação) - Nota: 8,98

Real de Takehiko Inoue
  Real é um mangá seinen de basquete em cadeira de rodas e drama psicológico escrito e ilustrado por Takehiko Inoue (mesmo autor de Slam Dunk e Vagabond). A obra começou a ser publicada no Japão em 1999, na revista Young Jump, e conta atualmente com 16 volumes encadernados devido à periodicidade irregular causada pelos hiatos do autor. No Brasil, o título é publicado oficialmente pela Editora Panini.

Painel de mangá em preto e branco com forte sensação de velocidade e movimento. Em primeiro plano, um jogador de basquete em cadeira de rodas avança velozmente para a esquerda enquanto segura firmemente a bola com as duas mãos. Atrás dele na quadra, outros dois jogadores em cadeiras de rodas tentam alcançá-lo com expressões de esforço. O fundo mostra a estrutura interna de um ginásio esportivo com uma cesta de basquete ao longe.
Mangá de basquete em cadeira de rodas
  No mangá temos a história de 3 jovens que tiveram as vidas transformadas: Tomomi Nomiya, um delinquente atormentado pela culpa após deixar uma garota paralítica em um acidente de moto; Kiyoharu Togawa, um velocista brilhante que teve seus sonhos interrompidos pela perda de uma perna devido a uma doença; e Hisanobu Takahashi, o arrogante ex-capitão de um time de basquete que fica paraplégico após ser atropelado.

  Unidos pela dor, pela exclusão social e pela busca por redenção, esses três personagens encontram no basquete em cadeira de rodas uma oportunidade de resgatar a própria dignidade.


2. Monster (1994 – 2001) - Nota: 9,16

Ilustração colorida em estilo mangá com pintura suave que simula aquarela e nanquim sobre um fundo bege texturizado com aspecto de papel envelhecido. No lado esquerdo e ocupando grande parte da cena em primeiro plano, destaca-se o close de perfil do protagonista Dr. Kenzo Tenma desenhado em traços de tinta azul; ele possui cabelos pretos compridos e desalinhados que caem pelas laterais do rosto e exibe uma expressão séria, cansada e melancólica com olhar focado, vestindo um casaco de gola alta. À direita e um pouco mais ao fundo, o antagonista Johan Liebert é retratado de corpo inteiro em pé, com o rosto parcialmente sombreado de forma misteriosa e ameaçadora; ele possui cabelos loiros curtos e veste um sobretudo rosa-claro ou magenta sobre calça escura, estendendo a mão esquerda para a frente em um gesto de convite. Na parte inferior central, destaca-se o logotipo oficial da obra em grandes letras pretas estilizadas: "MONSTER", onde a letra "T" assume o formato de uma cruz ou espada vertical com detalhes dourados. Pequenas gotas de sangue vermelho estão salpicadas logo abaixo do título.
Monster de Naoki Urasawa
  Estamos na Alemanha em 1986, um período histórico conturbado.  Acompanhamos o medico japonês Kenzo Tenma, um neurocirurgião brilhante que trabalha no Hospital Eisler, em Düsseldorf. Tenma está no auge da carreira; acaba de salvar a vida de uma famosa cantora de ópera... Noivo da bela Eva Heineman, filha do diretor do hospital, seu futuro parece muito promissor.

  Certo dia, enquanto se preparava para realizar uma cirurgia de emergência em um trabalhador imigrante turco, Tenma é interrompido quando uma figura política poderosa da Alemanha chega ao hospital em estado crítico. Pressionado pela direção, ele é forçado a abandonar tudo o que estava fazendo para atender o novo paciente, alguém cuja vida, aos olhos do hospital, possui muito mais “valor”.

  Após salvar o político, Tenma é confrontado pela família do trabalhador que havia acabado de morrer. Inconformados, eles não conseguem aceitar que a vida de seu familiar tenha sido deixada de lado, como se valesse menos.  Esse momento quebra o mundo perfeito do nosso protagonista.  Pela primeira vez ele é forçado a encarar as consequências de suas escolhas e a dura realidade de um sistema onde nem todas as vidas são tratadas da mesma forma. O que antes parecia apenas parte do trabalho começa a se transformar em um conflito moral cada vez mais profundo, impossível de ignorar.

Ilustração colorida em estilo mangá com uma pintura texturizada em tons de aquarela predominantemente azuis, retratando duas crianças posicionadas lado a lado em um plano fechado de busto contra um fundo azul-escuro. À esquerda, a jovem Anna Liebert (Nina Fortner) em sua infância olha para a frente com uma expressão serena e um leve sorriso dócil; ela possui cabelos loiros longos e lisos com franja reta sobre a testa e grandes olhos claros, vestindo uma blusa ou pijama azul-claro com gola arredondada estilo boneca abotoada no centro. À direita e ligeiramente atrás dela, seu irmão gêmeo Johan Liebert é retratado com uma expressão fria, séria e um olhar semicerrado e calculista direcionado para a frente; ele tem cabelos loiros curtos e lisos com franja dividida de forma sutil e veste uma camisa de pijama listrada em tons de azul e branco com gola aberta. Toda a cena é banhada por uma iluminação fria e azulada que reforça o tom de suspense psicológico característico da obra.
Monster de Naoki Urasawa



  Até a noite em que duas crianças, Anna e Johan Liebert, chegam ao hospital após terem encontrado seus pais brutalmente assassinados. O menino está gravemente ferido na cabeça, e Tenma se prepara para operá-lo... Um paciente importante chega ao hospital, e nosso protagonista recebe a ordem de abandonar a cirurgia do menino para priorizar alguém de maior “valor”. Mas palavras da família do trabalhador ainda ecoam em sua mente e Ignorando as ordens da direção, Tenma escolhe salvar o garoto enquanto o outro paciente acaba morrendo.

  A partir desse momento, a carreira de Tenma entra em declínio. Boicotado pela direção do hospital, ele começa a perder tudo o que havia conquistado ao longo dos anos.  Seu futuro promissor está acabado.

  Anos depois, uma série de assassinatos brutais começa a acontecer, todos ligados de alguma forma àquele paciente que Tenma decidiu salvar. Aos poucos, o médico percebe que ao escolher salvar uma vida, ele pode ter libertado algo muito mais perigoso.  Consumido pela culpa, Tenma abandona tudo e parte em uma jornada de desgraças para encontrar Johan e corrigir o erro que acredita ter cometido.

  Monster é um mangá de suspense psicológico escrito e desenhado por Naoki Urasawa, foi originalmente publicado no Japão de 1994 até 2001 na revista Big Comic Original e completo em 18 volumes encadernados, no Brasil foi publicado pela editora Panini (Completo em 9 volumes).  Tem uma adptação em anime de 2004 que adapta fielmente a história em 74 episódios.

  Uma curiosidade impressionante sobre Naoki Urasawa é que ele conseguiu algo que até hoje parece irreal: trabalhar simultaneamente em duas de suas maiores obras, Monster e 20th Century Boys. Enquanto Monster foi publicado entre 1994 e 2001, 20th Century Boys começou em 1999, o que significa que, por um bom tempo, Urasawa esteve escrevendo duas histórias gigantescas de suspense psicológico ao mesmo tempo.

1. Vagabond (1998 – Em Publicação) - Nota: 9,27

Capa do volume 34 do mangá Vagabond de Takehiko Inoue mostrando o protagonista Miyamoto Musashi de quimono azul com cabelos ao vento.
Vagabond de Takehiko Inoue
  Vagabond é um mangá escrito e desenhado por Takehiko Inoue (mesmo autor de Slam Dunk) e é uma adaptação de um dos clássicos da literatura japonesa, o romance biográfico “Musashi”. de Eiji Yoshikawa que conta a história do lendário espadachim  Miyamoto Musashi, a figura histórica real mais importante do Japão no desenvolvimento de técnicas de luta com espadas.  O mangá começou a ser publicado na revista Morning da Kodansha em 1998 e desde 2015 está hiato com 37 volumes,  publicado no Brasil pela editora Panini.

Página dupla do mangá Vagabond de Takehiko Inoue mostrando o samurai Miyamoto Musashi em meio a um combate violento no matagal.
Vagabond de Takehiko Inoue
  No início da história vemos o protagonista como um jovem violento e furioso chamado Takezo, que sobrevive a batalha de Sekigahara,  uma das mais sangrentas batalhas da história do Japão.  Porém, sua vida mudará completamente quando ele conhece o monge Takuan. Só então o jovem Takezo se transformará em Musashi e embarcará em uma busca de auto aperfeiçoamento pessoal que o levará a enfrentar os maiores especialistas em artes marciais do país. 

Página do mangá Vagabond de Takehiko Inoue mostrando o samurai Miyamoto Musashi desferindo um golpe de espada que corta a água.
Vagabond de Takehiko Inoue

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